Hábitos comuns que destroem a confiança

Sabias que, segundo pesquisadores da Duke University, 40% dos nossos hábitos são responsáveis ​​pelo nosso comportamento num determinado dia?


Aquilo que fazemos de forma repetida forma quem somos, as nossas crenças e os nossos comportamentos. Segundo o autor de Hábitos Atómicos, James Clear, os hábitos dizem respeito às pequenas decisões e ações que tomamos diariamente. Ainda segundo ele, o nosso sucesso ou insucesso, a nossa felicidade ou infelicidade, se estamos em forma ou não, é resultado dos hábitos que temos na nossa vida. Os nossos hábitos têm influência na nossa confiança e na forma como nos sentimos numa base regular.


Diariamente temos um conjunto de hábitos que elevam a nossa confiança e um conjunto de hábitos que destroem a nossa confiança. Estes últimos geram comportamentos e ações que muitas vezes nos afastam da pessoa que desejamos Ser e da vida que desejamos construir. Como não queremos que este seja o teu caso vamos descobrir alguns dos hábitos que destroem a confiança para que pares já com eles!


Antes de avançar quero deixar-te com esta nota. O objetivo de tomares consciência destes hábitos não é de forma alguma para que te julgues ou resignes. Muito pelo contrário, que esta tomada de consciência seja o combustível da tua mudança. Tu podes mudar! Tu sabes que podes mudar.


Talvez já te tenhas questionado sobre o porquê de cair tão facilmente em maus hábitos. Por exemplo, dizes que vais alimentar-te de forma saudável e durante uns dias até corre bem. Certo dia precisas de ficar a trabalhar até mais tarde e nesse dia decides parar num restaurante de comida rápida. Quebras o ciclo e voltas ao padrão anterior.


A tendência aos maus hábitos deve-se em parte porque é conveniente.

Hoje não consigo fazer a refeição que tinha planeada, então encomendo uma coisa qualquer. Isto leva-nos a um destruidor da confiança, a mentalidade de tudo ou nada.


Mentalidade Tudo ou Nada.

Neste tipo de mentalidade agimos de acordo com o seguinte, se não dá para fazer como planeado, então não irei fazer de todo! De cada vez que escolhes este tipo de mentalidade (ainda que seja uma escolha inconsciente) estás a dizer "Não acredito em mim". Este comportamento destrói a tua confiança e alimenta a descrença em ti.


Agora que já tomaste consciência disto, o que podes fazer em vez disso? Que escolha diferente podes tomar de forma a alimentar a confiança em ti?


Mantém o que desejas, mas reduz o alcance do que queres fazer. Por exemplo, não podes cozinhar a refeição maravilhosa que tinhas planeada? Mas será que podes criar uma refeição mais simples e da mesma forma saudável? Talvez tenhas legumes congelados que poderás cozer em 10 minutos, fazer uma sopa e acompanhar com algo mais. A ideia é que em vez de cair num mau hábito, procura fazer algo que esteja alinhado com o hábito que tinhas estabelecido.


Se ao ler isto te passou pela cabeça, eu posso tentar fazer isto. Para já o pensamento.


Chegamos a outro destruidor da confiança.


Usar a palavra "Tentar"

Se esta palavra tivesse uma imagem associada, diria que é o encolher de ombros. "Vou tentar. Se conseguir, consegui. Se não conseguir, não consegui! Mas pelo menos tentei!"

Compromisso e responsabilização são perto de zero.


Diria que existem duas razões para o uso da palavra "tentar".


Inconscientemente usamos pela necessidade de pertença. Digo que vou tentar algo e assim sinto que pertenço, mesmo que não tenha intenção de o fazer ou não o queira fazer. Vou apenas tentar, sem grande determinação, foco ou persistência.


A segunda razão, uso a palavra "tentar" para colocar as expectativas baixas e assim não me desaponto nem a mim nem aos outros. Se conseguir consegui, se não conseguir também só disse que ia "tentar".



A palavra "tentar" é um mega destruidor da confiança. Se há coisa que a comunidade de confiantes começa desde logo a tomar atenção é ao uso desta palavra.

A partir de hoje fica atento ao uso desta palavra e caso te apanhes a dizer esta palavra, usa a estratégia que os confiantes usam, reformula de imediato a frase, removendo a palavra tentar.


Não é só o uso da palavra "tentar" que é um destruidor da confiança. Existem outras frases ditas de forma automática que também enviam uma mensagem negativa e que destroem a confiança.


"O que decidires por mim está tudo bem"

"Escolhe tu primeiro que depois escolho eu"

"O que for melhor para ti, por mim está bem"


Criamos o hábito e treinamos tão bem o distanciamento de nós e das nossas preferências que no dia a dia o fazemos em piloto automático.


Sabes aquele momento em que estás num restaurante, todos têm o menu nas mãos e tu aguardas pacientemente que alguém escolha, para depois dizeres "é mesmo isso que me está a apetecer". É deste tipo de distanciamento, sobre quem és, o que gostas e sobre as tuas preferências que me refiro.


Se nas pequenas decisões agimos desta forma, como iremos agir nas grandes decisões?


Mais uma vez existe aqui a necessidade de pertencer, mas quando esta necessidade se sobrepõe às tuas preferências e escolhas estás a enviar a mensagem "as minhas preferências não importam" podendo ir mais longe "eu não importo".


Começa hoje mesmo a treinar, aproxima-te novamente de ti, das tuas preferências e escolhas. Treina nas pequenas coisas, como a escolha da refeição, a escolha de uma série ou de uma atividade.



A confiança é um músculo que se treina e ao contrário do que muitos acreditam a confiança é treinada nas pequenas coisas. Não menosprezes o poder das pequenas coisas, porque estas irão levar-te muito além dos teus sonhos mais ousados.


143 views0 comments

Recent Posts

See All

Subscreve a minha newsletter

Coaching

Vídeos

Política de Privacidade

Contactos

  • Facebook
  • Instagram
  • YouTube