Porque apenas mudar no exterior não resolve a sensação de vazio


Então, vou dar-te algumas dicas sobre a causa do vazio, para que não fiques presa apenas ao efeito!

Se vives com a sensação de vazio e a consequente estagnação é provável que já tenhas feito de tudo para a superar. Provavelmente fazes parte do grupo de pessoas que já frequentou muitos, vários, variadíssimos cursos, formações, mini cursos, mini formações, altas formações e mais alguma coisa. Aparece um curso e sentes um impulso para te inscrever. Aparece outro e o impulso volta e mais outro e mais outro e mais outro. Sempre com a justificação “depois deste eu saberei o que quero fazer”. Mas a realidade não é essa! A realidade é que depois desse vem mais outro e volta tudo ao mesmo. Chegas aquele momento em que abres a capa onde guardas os diplomas e quase nem te lembras de umas quantas formações que fizeste no passado.

Chegas a uma altura com tanta formação e informação, que a confusão é maior do que a clareza. Continuas com a certeza que precisas de mudar de trabalho, porque sentes que ele não te preenche, que ele é uma das causas da sensação de incompletude. Mas depois de uma lista (quase) interminável de formações continuas na mesma. Com dúvidas, estagnada, sempre a acreditar que a próxima formação é que é!

O vazio tem a sua origem numa dor cujo a sua compreensão dá acesso à clareza, segurança e reconexão contigo mesma.

Trabalho com várias mulheres que estão a fazer esta reconexão consigo mesmas, tornando o seu caminho claro, fazendo escolhas e saindo da estagnação. Por conhecer tão bem esta sensação, sei que para cada uma de nós manifesta-se de formas distintas. Conhecer a origem do vazio, conhecer a sua dor é a parte importante do processo de transformação.

Existem três formas distintas da dor do vazio se manifestar:

1. Para alguns é através do foco excessivo no medo. Estas pessoas têm uma enorme dificuldade em viver o fluxo da vida caindo permanentemente em episódios de ansiedade, preocupação, stress e criando permanentemente cenários negativos na sua mente. Estes cenários negativos impossibilitam de viver o fluxo da vida e consequentemente o momento presente.

2. Para outros este vazio manifesta-se através do foco no outro, a dor da rejeição, a dor de não ser suficiente e a dor do abandono. Estas pessoas vivem várias personagens com o intuito de simplesmente agradar. Estão focadas permanentemente no outro na ânsia de saber o que o outro está a pensar delas. Não vivem o seu verdadeiro Eu e a rejeição é a sua maior dor.

3. E ainda existem aquelas pessoas que acreditam que apenas existe uma forma de fazer as coisas, caindo em julgamentos tanto para si mesmas como para os outros. Torando-se, muitas vezes, intolerantes aos outros pela dependência ao controlo e dificuldade em aceitar ideias contrárias. O seu vazio é camuflado pelo esquecimento de si, procurando realizar tarefas e mais tarefas de forma a não entrar em contacto consigo.

A dor, muitas vezes inconsciente, é a causa de não sentir a liberdade de desfrutar do momento. Levando a acreditar que a tábua de salvação está no exterior, como mudar de emprego, mudar de amigos, mudar de colegas e recorrendo a anestesias externas, como formações, fofocas, dietas, vícios…

Por detrás de cada comportamento existe uma motivação. Ao compreenderes a tua motivação irás compreender o motivo de tantas vezes resistires à tua transformação. É urgente fazer um trabalho sério sobre ti mesma, na desconstrução daquilo que ironicamente está a alimentar a dor do teu vazio. Criando a rutura com as falsas idealizações, para a construção sustentada do teu Eu. A descoberta de valores, capacidades, talentos, habilidades, propósito e missão é o alinhamento necessário para te sentires novamente completa e pronta para criares objetivos realistas.

A consequência de ignorares a dor é o aumento da bolha da estagnação. Aumentando a ansiedade, a dor da rejeição ou o esquecimento de ti, através da busca descontrolada por algo externo. Tudo o que é pedido nesta fase é o conhecimento profundo de quem és, o aprofundamento da tua dor, dedicando tempo e tendo ao dispor suporte e apoio adequado e especializado para a transformação sustentada, equilibrada e duradoura. E daí virá a clareza de que tanto necessitas para fazer escolhas alinhadas com a pessoa nova que és!

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Ana Rita Costa High balance coach, especialista em equilíbrio emocional e criadora do programa transformacional Novamente Completa

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